quinta-feira, agosto 10, 2006

Pita Shoarma

Sempre me indaguei...
Sempre me indaguei porque aquela comida dos restaurantes do médio oriente se chamava "Pita Shoarma".

Primeiro disseram-me "Ah é porque isso é feito de carne de pita."
De momento concordei, mas quando me pus a pensar no assunto aprofundadamente apercebi-me da impossibilidade, inclusive do ridículo, desta explicação.
Ora... toda a gente sabe que as pitas (nome científico: Pita No Sapiens) são carne para canhão. São comidas à força toda e por todo o orifício possível e inclusive por uns impossíveis pelos chamados por elas: " Gajuh maix prefeitouh da mina vida! :D" vulgo: "Sacanas do caralho". Isto é algo natural, é como o leão que come a gazela, é um ciclo (É O CICLO SEM FIMMM!!!! Rei leão amo-te!!), é a única maneira dos "sacanas do caralho" comerem qualquer coisita que não seja a própria mãe e a irmã quando estão a dormir, e funciona como catalisador para as pitas:

a) Ainda se tornarem mais pitas, e continuarem a procurar o "home da xua vida", apesar de apenas serem usadas como preenchimento para as noites fora de casa dos "sacanas do caralho".

b) Tornarem-se na sub-raça: pita-gó aka: "Não amo ninguém, tudo é negruh! Não quero mais sentir o amor" vulgo .. coff, ok isto ia ser muito forte p'ra dizer, digamos antes: salsichinha. Claro que estas continuam a ser comidas por sacanas apenas pertencem a uma sub-raça diferente: "Eu não sou como os outros, todo o eu sou negro, e cheio de escuridão", também conhecidos por virgós (virgens + gós), a seguir a comerem a pita-gó transformam-se em sacanas.

Voltando à explicação da nomenclatura culinária, foi-me também explicado que Pita era na realidade o nome do pão, mas sinceramente esta explicação está muito mal feita. Sim de facto as pitas são muito fáceis de abrir, como esse tal pão, mas não vêm com picotado.

Ocorreu-me então que as pitas são muito mais parecidas com o "Shoarma" (aquela carne que tá no espeto e sempre a rodar naquela espécie de solário para carnes), estão sempre a rodar, por muito que evitem, a sua relação com o espeto é sempre inquestionável e de 5 em 5 minutos há um gajo qualquer com mau aspecto a vir tirar uma fatia.

Shoarma em médio orientês deve querer dizer pita! Isto deixa-nos prever que o nome Pita shoarma é de facto uma redundância devendo ser chamado "Pita pita".

Finalizo apontando para o facto que o "Shoarma" é feito com carne de porco, corrijo, de porca. Isto não é por nada uma surpresa, pois as pitas SÃO umas porcas, sempre com as mãos no chão e a meterem coisas na boca (incluindo calippos).

Parvo Na Cadeira
Quem tem pita sempre apita


No próximo episódio d'"O Factor F" não perca:

- Más eu txi amuh Clárisábéu!
- Nóis somu irmãu!!
[[Música dramática!]]
- O Epá é uma insinuação clitoriana!
- Epá!
[[Risos]]
- Mãe eu vim do espaço.
- Não filho, vieste do papá, que deu uma sementinha à mamã! :D
- Mas mãe o pai é eunuco.

DRAMA! EMOÇÃO!! O FACTOR F!

Não perca o próximo episódio, porque nós [[suspense]] também não!

terça-feira, agosto 08, 2006

Analfabetos e iletrados

Li ou ouvi algures que hoje em dia se assiste muito mais a um fenómeno de iletrismo que de analfabetismo (Ó minha santa preferida!!! isto é uma espécie de plágio! e sem trackback!!).

Tendo em conta que os analfabetos muito provavelmente não tomarão conhecimento deste texto, dirijo-me então aos iletrados.

"Olá, tudo bem? =)"

Volto as minhas atenções novamente aos seres humanos de inteligência superior. (Isto deve ter reduzido bastante o número de pessoas que não fechou o browser)

Comecemos por: quem são os analfabetos? Ser analfabeto não é vergonha nenhuma, as pessoas não escolhem ser analfabetas (exceptuando raros casos?), é fruto da vida que vivem, do sítio onde vivem, e de uma escolha que um dia têm de tomar: trabalhar e sobreviver ou, esperem... não existe outra opção.
No entanto os analfabetos têm algo de muito bom, se pudessem, com todo o seu coração e cheios de força de vontade não o eram, e provam-no muitos velhotes que por vezes vemos a retomarem o ensino e a aprenderem a ler e a escrever e cheios de vontade, por uma vida de analfabetismo que decidem terminar mesmo na velhice!

Quem são os iletrados? OK esta certamente é mais difícil... Talvez alguns diriam que iletrados são aqueles obrigados a abandonar os estudos assim não sendo analfabetos, pois sabem ler e escrever e mais algumas coisitas. OK, há uma resposta para esta não-pergunta: NÃO! NÃO NÃO NÃO e NÃO! (Isto foi uma resposta ou cinco e meia?)

Um iletrado é alguém que pode ter a 4ª classe, o 7º ano, o 10º, um curso superior... É alguém que sabe ler, é alguém que sabe escrever, e alguém que sabe fazer contas, é engenheiro civil, médico ou trolha (trolha das obras, não no sentido de parvo :P).

Contudo é alguém que não sabe o que escreve, não sabe o que lê, não sabe para quê fazer contas, não tem noção da amplitude do mundo que o rodeia num sentido mais vasto do que o "Olá", "adeus" e "férias no Algarve em Agosto".

É alguém que escreve o que lhe vem à mente sem pensar, escreve, escreve mas nada significa.
Lê, mas não percebe ou na maior parte dos casos não se digna a tentar perceber as entrelinhas.
Ouve música, mas não a percebe, gosta apenas do ritmo e de pôr a bundinha a dançar.

É alguém que não merece metade do respeito dum analfabeto, porque na maior parte dos casos é iletrado, até pode ter noção disso, mas não se preocupa em ser mais. É um tubérculo, talvez seja uma batata frita.
É mais um para a manada, muitas vezes não sabe o que é a manada, várias vezes pensa que é contra ela.


É um saco de carne com vida lá dentro, mas sem alma. É um frasco vazio que nem sequer espera ser preenchido, ou preenche-se com inutilidades.

É curioso observar, nesta altura de excesso de informação, que a primeira coisa que ouvem é com o que concordam. Seguem religiosamente rumos que não são os seus e chamam-se de revolucionários.

São aqueles que nos fazem pensar que uma guerra nuclear e devastação da guerra humana até teria a sua piada. São um cristão, são um muçulmano, um americano, um palestiniano, são tudo o que se possa imaginar, são muitos dos que nos rodeiam. Demais.

Mas todos os dias olho para o resto, e vejo que vale a pena. Não converter os iletrados, esses raramente o quererão ou valerão o esforço, mas falar com alguém que tenha algo a dizer, mais que um sentimento, mais que uma emoção, e talvez isso e mais ainda.

Talvez falar com um analfabeto que tenha uma história para contar, que saiba o que quer dizer, que não desperdiça as palavras, pois sabe que estas são de ouro.

Parvo na Cadeira
porque cada vez os há mais por aí, talvez se identifiquem e percebam...

P.S.: Um post scriptum em formato digital é uma idiotice, tendo em conta que se pode sempre fazer edit :P

domingo, agosto 06, 2006

Copiar e colar, fenómeno na blogosfera

Recentemente tenho percepcionado um evento recorrente na blogosfera , este prende-se com o facto de as pessoas já não terem ideias originais no seu frasquinho de maionese por cima dos ombros.


Quer dizer... todos sabemos que já não há ideias originais, já foi tudo feito antes... Ou será?

Será que assim é? Será que assim foi? Será que assim será?

Deixemos de fazer este exercício de pronunciação verbal e pensemos nos nossos tempos de primária. Lembram-se quando vocês respondiam à pergunta que a senhora doutora excelentíssima professora entre dentes, e estava completamente certa a vossa resposta mas a professora não ouvia e o marmanjo ao vosso lado respondia por vocês e recebia crédito indevido.

Na internet, mais precisamente na fauna não intestinal, mas bloguística (é parecido o suficiente admitamos) isto ainda ocorre, milhares de jovens sem ideias e necessitados de atenção continuam a roubar textos que não são seus e a fazer dessas palavras suas (isto lembra-me o caso do triste que me andava a copiar os posts todos).

Existe uma forma de plágio bastante irritante, que consiste não em plagiar o original e retirar todas as referências ao original, mas plagiar o original e deixar todas as marcas identificativas. Cria-se assim um meio plagiar, quase um tributo (porque o plágio é a forma mais sincera de elogiar algo, já dizia a minha avózinha antes de ser comida pelo lobo), mas um PLÁGIO!

Existe ainda o plágio tímido, muito apreciado pelos bloggers do wordpress com o seu trackback (ou sistema identificativo de plagiadores como eu gosto de lhe chamar).

É assim malta, se não têm ideias para escrever, não se sirvam dos outros para como inspiração, as vossas palavras ganham um maior significado e não ficam com a fama de cópias menores de gente talentosa.

Parvo Na Cadeira
porque até um parvo vê o óbvio

P.S.: Este post não é de nenhuma maneira patrocinado ou apoiado pela menina do Psicologicamente... , mas também não é um plágio. Considerem isto um verdadeiro tributo talvez.

Parvalhaticamente vexado. (Pronto, tinha de entrar no domínio do plágio, desgracei-me a mim e à minha família, terei de incorrer num seppukku)

Termino talvez então com: "A netiqueta foi pela sarjeta, por uma pequena greta e agora só lemos treta"